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Histórico

O Anel Rodoviário de Belo Horizonte, denominado à época de sua construção por Anel de Contorno de Belo Horizonte, foi implantado para constituir um sistema de interconexão das BR.3 (atual BR-040 na saída para o Rio de Janeiro), BR.7 (antiga saída para Sete Lagoas), BR-31 (atual BR-262 nas saídas para o Triângulo e para Vitória) e BR-55 (atual BR-381 saída para São Paulo) visando atender ao pesado tráfego de passagem pela capital mineira e permitir a distribuição do trafego rodoviário gerado na própria capital.

Publicação rodoviária da época, ao registrar a implantação da obra citou o Anel de Contorno como um presente da União ao Município e destacou todo o entroncamento urbano que já atingia aquela interligação rodoviária, com destaque para a valorização imobiliária, sua utilização pelo transporte coletivo urbano, a implantação de novos arruamentos a partir daquele acesso principal, sugeriu o uso da rodovia para fins de lazer e finalmente concluiu prevendo a criação de um anel ainda maior, este sim fora da área de expansão urbana.

O Anel Rodoviário teve várias etapas até atingir o estágio atual, pois foi prolongado na extremidade leste, segundo a diretriz da BR-381 para Vitória e também para o sul, segundo a diretriz da BR-040 na saída para o Rio de Janeiro, cujas etapas descrevemos a seguir:
Além da duplicação em si, o Anel Rodoviário teve sua extensão aumentada para 25,9 km, que incorporou parte da BR-381/262, tendo como extremidade leste os viadutos do Bairro Alvorada, início do novo acesso para Sabará (MG-5). O aumento da extensão do Anel Rodoviário desde o viaduto sobre a Avenida Antônio Carlos até o Bairro Alvorada decorreu do evidente avanço da cidade sobre a rodovia naqueles 7.2 km. O projeto do Anel foi levado para uma diretriz em direção de Sabará porque o estudo de capacidade realizado pela ENECON no trecho BH /Monlevade /Ipatinga, resultou um novo traçado passando por Sabará – Caeté - Barão de Cocais- Rio Piracicaba até voltar ao traçado hoje existente na ponte sobre o rio Piracicaba no primeiro acesso a Nova Era, depois de contornar Monlevade e Bela Vista à direita da rodovia em utilização.

Efetivamente em dezembro de 1979, o Anel Rodoviário teve suas pistas duplicadas entregues ao tráfego. Durante o ano de 1980 foram executadas as ruas marginais, ficando o trevo da Avenida Amazonas – conexão com a BR-262 (oeste) e 381 (São Paulo) - para conclusão em 1981 em virtude do remanejamento do leito ferroviário para o trem metropolitano de Belo Horizonte.
Dentre os principais melhoramentos implantados, além do aumento da capacidade da via, resultante da duplicação podemos citar a construção de um dos viadutos de travessia do vale do Cor. Mutuca, com 492 metros de extensão e mais 5 obras- de- arte especiais totalizando 715 metros, construção de 3 interseções em níveis diferentes (acesso a São Sebastião de Águas claras (2 obras), acesso à MBR, Skol / Morro do Chapéu (2 obras), acesso à BR 356 (1 obra) dois retornos em desnível com a utilização de bueiro celular duplo de 4,00 x 5,00 e a construção de um moderno posto de policia, dotado de balança estática para o controle do tráfego pesado.

Extensão: 27,3 km